9.7.17

Devalli Demons Capítulo 45 por Golden Moon


Capítulo 45


De janelas completamente cobertas, não resistimos a trocar alguns beijos dentro da carruagem. Eu ainda ficava excitado em pensar na nossa tarde anterior, mas fazer algo a mais com aquele balançar das ruas de pedra era impossível. Tentei ficar o máximo possível afastado do colo de Dylan, mas parecia que meu corpo não obedecia e logo minhas pernas esbarravam sobre as suas e eu não resistia a apoiar-me em uma de suas coxas, pelo menos. Quando percebemos, já estávamos na estrada de terra rumo à chácara e logo eu deveria me apartar dele.



Dylan abandonou o meu corpo sobre o assento e pediu para o choffer parar no meio da estrada. Beijou-me muito antes que eu saísse, além de me prometer uma carta à noite. Andei até a chácara, um pouco menos tenso com a situação, ainda que todos aqueles problemas pairassem ao meu redor. Fui muito bem recebido pelo abraço carinhoso e o sorriso gentil de Arthur no quintal. Segurei-o pela mão, seguindo para a varanda. Assim que entrei, percebi a presença dos meus pais na sala de star, que pareciam discutir algo animador. Meu pai, quando estava entusiasmado com algo sempre gesticulava muito e apresentava o rosto iluminado. Comecei a pensar nos planos dos Devalli...

– Boa tarde – entre discreto em casa, logo deixado sozinho por Arthy que correu para nossa mãe. Jasmin me observou, radiante, como se estivesse louca para me contar alguma novidade.

– Seu pai quer realizar uma jantar no sábado, Will. – soltou ela, com a voz mais altiva do que o normal.

– Quero?! Eu vou realizar! – rebateu Jim, em sua acidez habitual.

– Ora.. – fingi a surpresa, com os nervos fervilhando por dentro – Quem serão os convidados?

– Um jovem lorde o qual estou interessado em negociar. Sua esposa também virá.

– Já está tudo certo? – indaguei, muito interessado no assunto.

– Vou convidá-lo amanhã. É certo que aceitará. – disse ele, já contando com a certeza da presença de Ivan e Elizabeth no jantar. Eu só queria levantar a voz e agradecer ao meu pai.

– Seu tio também participará, Will. – completou Jasmin, agarrada ao corpinho pequeno de Arthur.

– Tudo bem, já estou ansioso para o sábado. – dei as costas para os dois, e agora não havia fingimento nenhum em minhas palavras. Eu realmente estava ansioso.

Parti para o meu quarto, doido para receber a carta do Dylan e contar-lhe as novidades. Faltava pouco para que Ivan e Elizabeth aparecessem em minha casa e eu não poderia ficar mais animado com aquele encontro. Meu pai passou o resto da noite tagarelando acerca do jantar, que se tornou um assunto chato, mas de muito meu interesse. Durante toda a ceia ele não parava de falar o quanto poderia ser rentável trabalhar com Ivan Lunghen e como estava ansioso para começar seus negócios com ele. Tudo era muito turvo para mim, mas tudo que eu mais queria era que meus tios estivessem presentes naquela noite e nada nos atrapalhasse.

Repentinamente, a atenção de Jim voltou-se para mim, de maneira tão brusca que eu até me assustei.

– Como foi a tarde com seu colega, William?

– Correu tudo bem. Ele é novo na escola, está se acostumando.

– Novo? Ele é da família recém-chegada na mansão do bosque? – perguntou, interessado.

– Onde fica essa mansão?

Philippe morava, agora, em uma mansão bem peculiar. Mas eu realmente não conhecia o seu nome.

 – Depois da casa dos Weissman, filho. É uma mansão muito arborizada. – respondeu minha mãe.

– Sim... Ele mora lá. – respondi, um pouco receoso. Talvez não fosse muito favorável meu pai saber onde ele morava.

– Ah! – olhou-me, sorrindo – Então ele é parte da família de Ivan. Vieram de Geórgia.

Meu pai parecia já saber bastante da família D’Greece/ Lunghen. Menos o pequeno detalhe que na verdade eles eram Devalli.

– Desse jeito... Não vou convidar apenas Ivan e sua esposa. Peço-lhe que traga toda a sua família.  Será ótimo recebê-los aqui.

Comecei a ponderar se fiz bem em confirmar ao meu pai onde Philippe e sua família moravam, mas eu não pensei muito bem em uma mentira. Eles poderiam ficar expostos. Entretanto, poderia ser divertido receber Louis e Philippe em minha casa. Porém seria difícil conter o constrangimento. Eles sabiam mais de mim do que meus próprios familiares. Aquele dia seria estranho... E incrível.

O jantar terminou e, finalmente, Jim parou de falar sobre o sábado. Parti para me trancar em meu quarto e abri a janela, observando a noite muito estrelada e uma grande lua cheia exibindo-se em toda sua imponência no céu. A casa estava quieta, Arthur já estava dormindo e meus pais conversavam baixinho na sala de estar... Como nunca presenciei antes.

Logo Kuroh surgiu nos céus com a minha carta e eu apenas o identifiquei pelos seus olhos vermelhos, que pareciam ainda mais abrasadores à noite. Ele passou pela minha janela sem muita dificuldade e pousou sobre a mesinha de cabeceira, como de costume. Peguei a carta em seu bico e logo a abri, ansioso.

“Boa noite, meu amor.

Torço para que receba a carta com tranquilidade.

Desejo que estejas bem e mais tranquilo quanto a sua família, sabe que estou com você... Mesmo de longe. Estive pensando sobre os nossos encontros e gostaria de ter ver amanhã... Se possível. Sei que nos vimos bastante nos últimos dias... Mas, mas eu ainda não sanei toda a saudade.

 Durma bem, loirinho.

Com amor,

D.D”

Um sorriso de orelha a orelha surgiu em meu rosto... Eu me contorcia de felicidade por saber que ele se preocupava comigo e minha tranqüilidade. Ainda não estava tudo bem, mas saber que tinha todo aquele carinho somente para mim era extremamente confortador.

“ Boa noite, Dyl

À noite, eu acredito, Kuroh não corre perigo por aqui. Tenho uma noticia pra ti... Meu pai realmente convidará  Ivan para um jantar, no sábado. Provavelmente, também convidará seus primos. Não sei mais o que pensar... Mas estou animado. Sentirei sua falta nesse dia.

Quero te ver amanhã também. Farei o possível.

Obrigada por todo o carinho, por todo cuidado. Eu também estou contigo, não importa o que aconteça.

Com amor,

W.S.”

Entreguei a carta a Kuroh e mimei um pouco em suas penas, antes que ele saísse. Logo ele voava pelos céus, um pouco mais alto do que o normal, como se temesse ser descoberto novamente... E eu não poderia deixar de me  preocupar com isto também.

Rasguei sua cartinha, até com certo mimo... Pedaço por pedaço, ouvindo o som, sentindo o papel se dilacerar entre meus dedos.. Era como mais uma parte de mim.

4 comentários:

  1. Opai do Will tá mesmo animado, não sabendo ele quem está trazendo para casa rsrsrs
    E é bom o Wll e o Dylan terem mais momentos para eles <3

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    1. KKKKKKK o pai do William quando se anima com algo, não tem quem o segure.

      Sim, os dois têm se visto um pouco mais, afinal estavam passando por tanta coisa nos últimos tempos precisavam de um pouco de colo um do outro ❤

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  2. OI! GOLDEN o capitulo esta maravilhoso estou ansiosa pro próximo. Golden vc ja cogitou fazer alguns capitulo no ponto de vista do dylan. sabe por que eu faço essa pergunta, por que eu fico imaginado o dy lendo

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    Respostas
    1. Oi, Dineia! Obrigada! ♡.♡
      Eu nunca pensei, mas é una possibilidade.. A questão é que a historia está um pouco adiantada... Mas pode ser que eu faça isso em algum momento.

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