15.7.17

Ghost Memory Capitulo 5 por C.C


Capitulo 5

- Supondo que eu acredito que és realmente quem dizes ser, o que queres de mim?
- Isso não te parece óbvio? O que uma alma penada como eu poderia querer para além de vingança? - O ar em volta deles torna-se gelado consoante a sentença do rapaz.
Steve engole em seco. Seria aquele o castigo divino por todos os seus pecados?

- Brincadeirinha! Só estava entediado lá daquele lado e apeteceu-me dar uma volta. Foi então que te encontrei. Devo dizer que fiquei bastante surpreso. Nunca estás à espera de encontrar a pessoa que te matou. O mundo é mesmo pequeno.
O olhar incrédulo do homem pousava sobre a pessoa sentada no seu cadeirão. "O que é que se estava a passar", era tudo o que conseguia pensar naquele instante. Fosse como fosse precisava de se livrar dele e visto que ainda não acreditava por completo na história do fantasma fez o que qualquer assassino faria, agarrou no primeiro objeto pontiagudo que encontrou, neste caso uma lima das unhas da esposa, e esfaqueou-o sem pensar duas vezes.
Nem uma gota de sangue verteu do ferimento apesar da arma ter ficado cravada na carne.
- Isto era mesmo necessário? - Interroga o rapaz arrancando a lima do peito com notável desinteresse.
Era inacreditável o que via mas realmente não havia mais nada para o convencer de que o que estava a ver era uma pessoa viva e como não queria pensar na ideia de que estava a ficar louco e a ter alucinações aceitou por fim que quem estava sentado à sua frente a reclamar por ter sido prrecipitado e violento era então uma das vitimas que tinha assassinado anos atrás.
***
Um nevoeiro espesso cobria a paisagem à sua volta como se se tratasse de uma cortina a tentar esconder o que estava prestes a acontecer.
Há duas horas que seguia o rapaz esperando pelo momento certo para atacar. Os vidros do carro embaciavam devido à respiração ofegante e ao frio da noite. Os nervos e excitação dominavam o seu estado de espirito quase em transe.
Decidira que aquele era o dia perfeito para acabar com a vida que seguia à quase um mês. Mesmo sem ter descoberto ainda o que o cativava naquela pessoa achava que já estava na altura de pôr fim àquela situação antes que se sentisse mais preso por ela.
Segundo as sua rotinas ele estaria quase a sair do treino de futebol. Depois disso seguiria a pé até casa, que ficava a uns 2km dali, por um caminho pouco movimentado ocupado quase exclusivamente por casas abandonadas.
Tudo corria como havia planeado. Tudo até determinado instante.
Era completamente impossível que ele tivesse notado que o estava a seguir, mesmo assim a verdade é que tinha sido descoberto.
Ao virar de uma esquina descuidou-se e o rapaz, que já tinha pressentido a sua presença, olhou para trás dando de caras um no outro.
- Boa noite. Precisa de algo?
A inocência dele fez o assassino hesitar por escassos segundos mas depressa se recompôs ao aperceber-se que a sua identidade tinha sido revelada. Assim sendo tirou a faca de dentro do casaco e num movimento veloz lançou-se na direção do rapaz.
Faltavam curtos centímetros para a lâmina lhe tocar a pele quando ele se desvia atrapalhadamente tropeçando e escapando ao frio gume da arma.
Steve ficou paralisado com o choque. Nunca ninguém tinha conseguido evitar o seu ataque.
Aproveitando a oportunidade o rapaz levanta-se e começa a correr entrando numa das casas abandonadas presentes naquela rua iniciando assim a caça.

Um comentário:

  1. Que frio na barriga :O Eu tô doida pra saber o porquê de todos esses assassinatos.

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